Eis um simples e humilde, mas teimoso fruto na forma de pensamento caleidoscópico, que emerge de uma pequena árvoresociocognitiva, que abana e se manifesta perante os alertas dos lugares, do frenar da diversidade dos ventos e da espontaneidade que chove na teluricidade da magia e universalidade, na revolta e revolução, nas transformações sociais, na vida... Eis um agitado fruto, que tão depressa se esconde num sentimento asceta, numa enseada enfurecida no abismo, como se acha num monólito-paraÃso inexpugnável de um império colossal de idÃlios e maravilhas, como, de repente, se deixa voar na incerteza, alcandorado numas folhas caducas da sonhadora e despertadora árvore, ou, em alternativa, nas suas folhas mais perenes, a deliciar-se na descoberta e no reencontrar-se a projetar futuros... A espontaneidade é, em geral, a voz do impulso, da cumplicidade e da momentânea verdade das coisas, podendo ser o pérfido da máformação de princÃpios humanos, podendo ser um produto da beleza e solidez dos grandes valores humanos, mas sendo sempre o Ãmpeto e a repentina manifestação no impacto efetivo da estrutura intrÃnseca e do eco resiliente que nos habitam.Por isso é que somos o que nos ensinam e aprendemos desde o berço, o que observamos e incorporamos na nossa cultura e nas nossas ações, o que sonhamos e despertamos, o que lemos, o que conhecemos e sabemos, o que pensamos e fazemos, o que a nossa permanente e insaciável inquietude pela equidade nos faz ser, num generoso e desmedido alcance holÃstico. Estes modestos pensamentos constituem esse humilde e simples fruto e procuram ser pegadas imperecÃveis nos tempos, no sentido de, positivamente, incomodarem, alegrarem ou ajudarem alguém a levantar-se, a confortar-se, a revitalizar-se. Augusto Deodato Guerreiro