A transposição dentária é uma anomalia dentária rara, com uma prevalência média global de 0,33%, que afecta principalmente o canino superior, ocorrendo mais frequentemente de forma unilateral na maxila do que na mandíbula, com variações populacionais. A sua etiologia multifatorial inclui fatores genéticos (herança poligénica através dos genes MSX1/PAX9, padrões familiares), obstruções físicas (apinhamentos, dentes decíduos retidos), falhas na teoria de orientação, deslocamento do germe dentário, traumatismos e deficiências de erupção, suportados por diferenças raciais e simetria bilateral. As classificações englobam os cinco tipos maxilares de Peck mais o Mn.I2.C mandibular (completo vs. incompleto) e o sistema de Rai. Associa-se frequentemente a hipodontias, peg laterais, dilacerações, impacções e síndromes como Down ou fenda labial/palatina. O tratamento varia desde o intercetivo até ao alinhamento em posição transposta, correção total ou extração, dando prioridade às posições das raízes, oclusão e intervenção precoce para uma estética e função óptimas. Este livro faz uma breve revisão sobre a transposição dentária - sua prevalência, etiologia, caraterísticas e modalidades de tratamento.